E mais um ano nos encontramos!

Salve a todos!
Começamos mais um ano de atividades do Lab_Arte de fotografia! Vamos comemorar o nosso 3º aniversário!
O blog ainda se encontra meio parado, quase nenhum dos integrantes do grupo contribuem por aqui e confesso, eu também não tenho conseguido me dedicar muito! Mas vamos tentar fazer diferente esse ano!

Já estamos no fim do primeiro mês de encontros, fizemos algumas atividades e pretendo comentá-las por aqui!

Mando nesse primeiro post algumas infos sobre exposições sobre a cultura afrobrasileira que acontecem nos próximos meses no Museu Afro Brasil, que fica no Parque do Ibirapuera.

Antífonam – De 26 de fevereiro a 17 de abril
A mostra destaca o trabalho do fotógrafo ensaísta, Gal Oppido. São 27 registros de rostos e corpos de intensa feminilidade produzidos como forma de retomar a discussão sobre o papel da mulher da atualidade. Cada uma das fotos apresenta mulheres com personalidades e características diferentes, traduzindo a visão do artista sobre o feminino liberto. “ A mulher que recentemente tem sua sexualidade afirmada igualitariamente perante uma sociedade até então de acento masculino, abrindo um horizonte para a compreensão dos inúmeros vínculos afetivos possíveis entre os humanos”, explica Gal. Para conceituar este novo trabalho, e o sentido de liberdade que ele impõe, o fotógrafo mergulhou na obra do poeta Cruz e Souza, de onde emprestou o título da exposição. “Ele (Cruz e Souza) de vasta erudição dirige sua crítica para esta sociedade serpenteada pelo racismo, preconceito e discriminação, sem abandonar o seu fazer poético, donde escolhi o poema Antífona, para animar as imagens resultantes deste ensaio”, conclui. Fotógrafo ensaísta, Marcos Aurélio Oppido é nome marcante quando o assunto é a fotografia aplicada às áreas de artes cênicas, expressão corporal e arquitetura. Expondo desde 1981, seus trabalhos integram acervos do MASP, MAM e MIS. Gal inicia sua carreia aliando a fotografia ao desenho, fortalecendo-se anos depois como fotógrafo independente. Conhecido por seu trabalho extremamente autoral explora o corpo, a efemeridade do tempo, a simbologia de objetos abandonados e a relação do homem com a matéria.

14/04 a 29/05Exposição Elos da Lusofonia
Apresenta a arte dos países de língua portuguesa a partir da obra de artistas contemporâneos do Brasil, Portugal e Angola e a ligação com a arte ancestral africana, passando pela tradição dos bijagós, da Guiné-Bissau; dos quiocos de Angola; e dos macondes de Moçambique. Todos os países de língua portuguesa estão representados nesta mostra que apresenta cerca de 200 obras, entre fotografias, pinturas, esculturas e gravuras de artistas que compõe a Arte Tradicional dos países de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. A Arte Contemporânea apresenta o trabalho de Agnaldo M. dos Santos (Brasil), António Olé (Angola), Fernando Lemos (Portugal/Brasil), Francisco Brennand (Brasil), José Tarcísio (Brasil), José de Guimarães (Portugal), Matias Ntundu (Moçambique), Maurino Araujo (Brasil), Mestre Didi (Brasil), Renato Spindel (Brasil) e Rubem Valentim (Brasil).

28/04 a 29/05 – Exposição As Mulheres Negras da Irmandade da Boa Morte de Cachoeira
O trabalho dos fotógrafos Adenor Gondim, Pierre Verger e Valter Fraga, se misturam às suntosas roupas, jóias e a arte sagrada das mulheres da confraria religiosa da Boa Morte para compor esta exposição que tem curadoria do artista plástico, Emanoel Araujo. Imagens, peças e objetos remontam uma história que se confunde com a maciça importação de escravos da costa da África para o Recôncavo canavieiro da Bahia, em particular para a cidade de Cachoeira, a segunda em importância econômica na Capitania da Bahia durante três séculos. O fato de ser constituída apenas por mulheres negras, numa sociedade patriarcal e marcada por forte contraste racial e étnico, emprestou a esta manifestação afro-católica, como querem alguns autores, notável fama, seja pelo que expressa do catolicismo barroco brasileiro, de indeclinável presença processional nas ruas, seja por certa tendência para a incorporação aos festejos propriamente religiosos de rituais profanos pontuados de muito samba e comida.

12/05 a 24/07 – Exposição Hereros de Angola – de Sérgio Guerra
Uma série de imagens, vestimentas e objetos dos povos Hereros, que vivem entre Huíla e Namibe, em Angola mostram a paixão do fotógrafo e publicitário pela cultura africana. Pouco ainda se sabe sobre esta etnia que se divide em subgrupos: mukubais, muhimbas, muhacaonas, mudimbas e muchavícuas. A viagem resultou em mais de 10 mil imagens, sendo que 200 foram selecionadas pelo curador Emanoel Araujo, para esta exposição. Os hereros são um povo mítico, com uma história marcada por sangue. Resistiram à escravidão e se opuseram à dominação alemã, o que os tornou vítimas de um dos maiores genocídios da história. Hoje fazem parte de uma extensão batu de cultura pastoril, e ocupam a região semi-desértica, da província Namibe, no Sudoeste de Angola.

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